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frase do dia

“Bem aventurados os ursos polares, porque é deles a hibernação”

mae eh tudo igual?

Conversa de ontem com a Julita mae:

“Como era eu, quando crianca?” – eu perguntei.

“Ah, era alegrinha, animadinha…”

(silencio e um olhar de riso)

“Lembro nao!”

cultura muito (in)útil

Acabei de ver na internet, no orkut. E ainda tô rindo de como as pessoas podem ser criativas pro nada. E como isso diverte!

O nome da comunidade é: “o amor é como capim”. Poxa, fui lá e cliquei. Como é que  pode ser como capim??

A descrição:

“Você planta.

Ele cresce.

Aí vem uma vaca e acaba com tudo.

Sai daqui. Vaca”

.

,

!

E a outra, que vi ontem num carro:

“E é porque a mulher foi tirada da costela

Imagine se fosse do filé!”

Andei pensando em ser solidária com os queridos leitores que vão ficar em casa no carnaval. Eu vou pro Rio, sabe, mas sei que tem gente que vai ficar nas suas casinhas. Arrumando tese, estudando, trabalhando, ou enfiando peido em cordão. Cada um passa como pode, né.

Pensando nisso eu escolhi um vídeo pra relembrar as épocas em que (pelo menos) o meu critério era assim, digamos, um tanto alargado, grande, generoso. Paracuru também não era esse de hoje, mas vou te contar. Se aproximava muito. Só não tinha tanta gente. E esse vídeo é mais especial porque mostra uma reportagem que fizeram com esse cantor que marcou época.

E como diria esse grande artista: batuqueiro é batuqueiro e cantador é cantador.

(Mauro Zipper, essa é pra vc!)

voltando!

Esse negócio de se distanciar por aqui acaba fazendo a gente perder a prática. Evitando cair novamente nesse vale da maldição, eu mesma me impus uma gincana e eu mesma vou oferecer os brindes e eu mesma vou ganhar. Isso porque eu gosto de mim, né? Sou minha própria amiga cordial, sendo brasileríssima com cara de francesa (não sou eu quem diz, viu? gente de muito bom gosto já andou propagando por aí. ahahahaha)

Então vamos lá. Etapas da gincana.

  1.  Enfrentar as adversidades técnicas (um computador enviado para formatar, que demora uns dois dias pra ficar pronto) e continuar escrevendo.De preferência do jornal. Que é pra explorar eles também. Só que aí eu vou ter que…
  2. Aumentar a cara de pau e abrir o wordpress em plena redação pra escrever os posts que na noite anterior, antes de dormir, eu pensei em escrever. Ainda assim vou ter que me concentrar e…
  3. Repetir a frase “a tpm não me abala quanto ela pensa que me abala” 50 vezes antes de fazer qualquer coisa na vida. Inclusive a falta de empolgação pra escrever no Glorioso. Além disso…
  4. Exercitar o auto-controle e parar de pensar no Rioa e no carná. Senta a bunda e escreve, criatura!!

Tendo passado essas etapas, vamos aos brindes.

  1. Um email com várias fotinhas do reveillón.
  2. Um almocinho gostoso com camarão cremado (cheio de creme, segundo explica Antônia, que trabalha na casa do meu pai e não é cantora de rap na globo)
  3. O tempo que passa
  4. Os amigos que vão. Não por que vão, claro. Mas por carregarem a gente com eles e eles acabam ficando com a gente. E o lance da distância não chega a modificar nada
  5. E claro: o Corcovado. Ahhhhhhhhh o Corcovado…

e como diria a música

Na gafieira segue o baile calmamente

Com muita gente dando volta no salão…

Tudo vai bem

Mas

eis

porém

que

de repente…

Rapaz, vamos fazer as contas: desde Os Sertões em Quixeramobim que a coisa anda a toda velocidade. Muito mais do que o que Ah!roldo consegue chegar na Antônio Sales de madrugada, com onda verde e tudo (e os anos 80 no som!).

E logo depois teve Canudos, e depois final de ano, festas de reencontros, de encontros, de natal e ano novo, férias (não as minhas, que fique claro). Toda semana, desde aquela época, tem pelo menos dois eventos pra comparecer. Coisa que eu adoro, mas que agora anda cansando. Inda mais que eu passei os últimos quatro anos mais quietinha. Soltei a franga ligeiro demais. Mas tudo indica que a calmaria anda vindo.

E um dos motivos é que – atenção, troféu Yo Me Juego categoria “o que de mais impressionante você pode fazer dentro do perímetro da sua própria cidade” (Epa! Eu inventei a categoria, por isso não reclame do tamanho dela!) – vai ser morar na meu próprio lugar, dividindo com duas gatas que vão passear de toalha dentro de casa, dividir contas e festinhas (viu?).

E na categoria “a melhor reação de todas”, vai para a dona Julita (mãe). Olha a declaração dela: “ai que ótimo”. “Sério?”. “Sério. É uma novidade. E eu adoro novidade”. Ahaha! Intonce pronto. E já me deu aquela sensação “quero agora!”. Vai ser, no mínimo, um aprendizado do carai. Inda mais pra mim, que não sou das pessoas mais fáceis de conviver. Na terça tem o aniversário do irmão mais novo, onde vai ter a família reunida. E eu já vou pedir doações, como cama, armário, essas coisas.

O que você, leitor, pode me dar? (E fique sabendo que esse lance de apoio tô fora. Quero no mínimo uns copos, bandeja, quadros bonitos. Essas coisas)

Pra festa ser maravilhosa, linda, alegre, feliz, bastam algumas iniciativas: e não se esqueça de se entregar à exposição.

Primeiro, combine três festas diferentes – uma em cada cidade. Se comprometa com todo mundo e vá dispensando aquelas que você acha que serão as mais sem graça. Leve fora das outras possibilidades e volte à primeira opção (não sem antes colocar o rabinho entre as pernas…)

Dê início ao processo exposição nível 2: invente que você é DJ e entre na pista já consagrada – tremendo de medo que ela esvazie. Por via das dúvidas, chame uma amiga para ajudar no desenrolar da noite. Mas acabe discotecando sozinha boa parte do tempo (essa sua amiga vai estar dançando ou sei lá o quê).

Veja a passagem do ano da praia, chore (!), beije e abrace bem muito os seus afetos (se bem que tudo isso não se enquadra no processo exposição, mas faz parte da noite. Essa sim feliz).

Beba uma garrafa de vinho quase sozinha, na boca, sem copo (a desculpa é o cuidado com o equipamento, com os seus poucos CDs e, principalmente, seu computador). Coloque todo tipo de musga. E na hora que a seleção começa a ficar, digamos, mais divertida, dê início ao processo exposição nível 3.

Suba na mesa pra dançar Grethen.

Desça e se jogue: pule, cante alto, arrume par junino em pleno ano novo (aquele que também comprou roupa na Sil e está com uma camisa da mesma estampa que o seu vestido!).

Tudo vai terminar com o sol nascendo, um set de brega frustrado e, depois de uma dormida rápida, o silêncio da praia.

Feliz 2008 pra gente.

“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim:  esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem”
João Guimarães Rosa 

(outro roubo…) 

pra melhorar o dia

5. A sede

Correu por todo o Kinpur a notícia de que um iluminado hindu se encontrava em “estado de orgasmo” ininterruptamente há mais de duas semanas, num mosteiro zen próximo a Ayantavar, no sul da Índia.

Benien, jovem monge recém-admitido entre os andarilhos-pedintes -uma espécie de “ordem” tão rigorosa que era incapaz de aceitar até mesmo os mais famosos Mestres, justamente porque eram famosos e isto, segundo eles, constítua sério empecilho-, pois o jovem pediu permissão para uma viagem a Ayantavar, com o exclusivo propósito de conhecer o monge em gozo orgásmico há duas semanas seguidas.

– Seguirei anônimo e voltarei ainda mais anônimo – comunicou ao Mestre, acrescentando que, desse modo, provavelmente arrrancaria do iluminado monge o segredo de seu espantoso orgasmo.

– E para que aspiras a tamanho orgasmo, Benien? – perguntou-lhe o superior, com um rir de olhos que era pura malícia e ainda mais pura sabedoria.

– Ora, Mestre, e alguém por acaso não o desejaria?

– Benien, o sábio de Ayantavar, precisamente ele já não o deseja mais…

– Como assim? – perguntou o jovem.

– Há mais de três dias que o iluminado hindu faleceu para esta encarnação, Benien.

– Morreu? De quê?

– De sede, Benien. Ninguém fica duas semanas sem beber água…

(tirei daqui

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